A espiritualidade do animador/catequista
1. «QUERO CONHECER-TE!»
A vida diária está feita de deveres, amizades, diversão, tensão de crescimento, vida em família, perspectivas de grupo, desejo de agir na sociedade. Este é o material que se deve assumir, aprofundar e viver à luz de uma consciência evangélica. Trata-se de procurar a unidade de tudo numa vivência humana e cristã equilibrada. Não é necessário nem evangélico afastar-se da vida quotidiana para encontrar Deus. Em Cristo, Deus revela-se presente na vida humana e convida-nos ao conhecimento mútuo.
2. «QUERO SER TEU AMIGO! DÁS-ME TEMPO?»
Descobrimo-lo em pequenos acontecimentos, em pensamentos quase fortuitos. Mas Ele aparece como a brisa...precisa de espaço e tempo. Não se constroem amizades sem comunicação. No silêncio do nosso coração há uma voz. Nas palavras dos nossos irmãos há uma voz inspirada, um gesto ‘empurrado’ por Deus... A oração
3. «AMO-TE!!!»
«Gosto de ti como és! Mas posso fazer-te mais feliz se me escutares!»
Deus ama-te! E em Cristo disse-nos: «felizes de vós!». A vida com Cristo projecta-se com outros horizontes, com outra alegria, optimismo e esperança, com outro amor. Este projecto devemos querê-lo para todos: o desafio de espalhar a Luz, o desafio do ‘catequista’. Do amor brota uma opção fundamental que compromete definitivamente a vida.
4. «JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!»
Na Igreja encontramos o espaço de comunhão das forças que trabalham pelo Reino, dos discípulos. Nos encontros sacramentais/celebrativos, aproximamo-nos mais de união querida por Deus. No compromisso responsável pela formação da comunidade partilhamos uma amizade que descobrimos, para nós, ser de felicidade.
5. «COMO QUERES QUE CRESÇAMOS?»
Pela atenção à sua voz descobrimos uma proposta de realização pessoal e comunitária: a vocação. Tomando consciência das nossas capacidades e limites, lendo situações e sinais, traço um caminho com Ele, comprometendo-me com pessoa(s).
Tomamos também consciência de que vivemos com os outros, com a natureza, com uma comunidade de irmãos desenhada ao jeito de um corpo.
6. «QUAL O SÍMBOLO DA NOSSA AMIZADE?»
O distintivo cristão é o testemunho, quer realizando com honradez e competência profissional o nosso trabalho, quer pelo entusiasmo frente à vida, quer pelo gosto pela verdade, quer pela entrega à família e à comunidade... ser catequista é símbolo, é presença dessa amizade.
7. QUE ME SEDUZ NO CRISTO?
- Conhecimento de alguém suscita aceitação, indiferença ou desprezo.
- Primeiros discípulos viram Jesus como o Senhor, como a realização das suas (de todo o povo) esperanças, o começo de um novo tempo, de um novo sentido para viver, mesmo por entre hesitações.
- Amamos uma pessoa não uma coisa, um ídolo.
- Deram testemunho de quem era e qual a missão:
1. De Nazaré
2. Homem e Filho de Deus
2. Morreu mas está vivo
3. Passou fazendo o bem, «curando»
4. Envia o Espírito
5. Nele se cumprem as promessas
6. Oferece um novo estilo de vida
7. Está presente na comunidade crente
8. Deus é pai/mãe...
9. Nós somos irmãos
10. O Reino está presente e os «pobres» são os seus destinatários.
- «é mais importante a pessoa do animador que os meios que ele possa ele utiliza», «o elemento audiovisual não é toda a catequese» (aud. e ed. fé)
- os meios complementam na medida em que podem tornar mais inteligível e sensível o desenvolvimento da catequese.
- Por meios compreendemos: catecismo (método) e todo o material didáctico que o acompanha.
- o catecismo é o elemento temático orientador. Um «mau» catecismo nas mãos de um bom catequista converte-se num bom catecismo...O guia orienta, não esgota a criatividade e os métodos.
- de particular realce o valor dos meios audiovisuais. Vivemos na era dos audiovisuais: a força da imagem e a sua articulação dos os diversos sentidos penetram mais profundamente na realidade e no interior da pessoa (v. g. Massacre Cemitério de S.ta Cruz; World Trade Center... as imagens dos santos). A linguagem audiovisual tem a vantagem de chegar ao homem todo. Mas a força do audiovisual não está em falar-nos mas em fazer-nos falar. O método audiovisual é tanto melhor quanto consiga fazer comunicação.
- sua função:
1. despertar as pessoas para a sua própria profundidade e interioridade, provocando o diálogo. Permite que o indivíduo se exprima correctamente pela imagem, pelo som e pelo corpo.
2. para situar o grupo perante a sua própria experiência pessoal e social
3. aguçar a consciência crítica, reinterpretando a experiência na linha dos valores evangélicos
4. motivar, unificar e movimentar o grupo
5. enriquecer a expressão da fé de um grupo
6. Dilata os horizontes e estimula a criatividade "
Coloquemos agora alguma desta reflexão em prática.
Enviado por: Susana Bilber
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